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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A multimédia também faz parte do jornalismo

Na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Juniores, do passado fim-de-semana, também se produziram fotografias para mais tarde recordar e mais uma reportagem vídeo, que mostra bem a energia que este evento produz nas pistas por onde passa. Junto de dois juizes muito experienciados dizia eu no jantar que tivemos no dia anterior: "gosto mais de sentir a energia deste evento do que por exemplo a que se vive nos eventos de clubes séniores". E assim foi...não se sente no vídeo?


Link para o video 

Link para as fotografias

domingo, 25 de agosto de 2013

A foto que não é de acreditar



O Estádio de Luzhniki só tinha 50 mil lugares e a transmissão televisiva do Mundial de Atletismo mostrava trovões ao fundo da cidade de Moscovo. Reduzamos a 50 mil aqueles que viram o primeiro Ouro de Usain Bolt ao vivo e a cores, dentro do estádio.

Se destes cortarmos a um quarto os que puderam eventualmente ver o que a fotografia abaixo mostra, ficamos com cerca de 12 mil que podem analisá-la (o que até podia ser menos, dado que quem esteve a ver a prova junto à cobertura nunca veria esta imagem acontecer). Vah, falemos em 10 mil, números redondos e até muito generosos...

E eu diria que dos 10 mil só houve uma única pessoa que viu (ou sonhou?) esta fotografia tirada pelo francês Olivier Morin (France-Presse). Por muito que o argumento utilizado seja a utilização da máquina fotográfica remota que é instalada de frente para os atletas (que demoram largos minutos a serem montadas pelos fotógrafos de pista antes da jornada começar), por mais rápido que seja o intervalo de disparo, não se explica como o fotógrafo captou um relâmpago quando:


- até então só se viam clarões no céu e longe daquele local;

- não existiu sequer um único clarão durante a prova de Usain Bolt;

- não se ouviu qualquer barulho de trovoada à altura;


Tecnicamente, por muito ISO que uma máquina daquele nível possa apresentar, como poderá o fotógrafo equilibrar a imagem, de forma a ter o Usain Bolt e o relâmpago de tal forma definidos? E se virem as duas fotografias em sequência, como pode ser o relâmpago exatamente igual?


Por estes e outros motivos mais técnicos (apanhar relâmpagos é uma das tarefas mais árduas de se fazer em fotografia), faço parto daquele grupo de descrentes que consideram que esta fotografia é um mero produto de manipulação de imagem – curiosamente mais ninguém apanhou tal momento, nem parte dele. Só espero que o World Press Photo pense nisto quando decidir as fotografias vencedoras deste ano...