sábado, 24 de agosto de 2013

O maluco que correu nos Caminhos de Santiago



Eu sei que ele gosta mais do anonimato que do estrelato e sei que ele pode até não me perdoar para o resto da vida, mas apresento-vos João Pateira! Julgo que o tenha conhecido num fórum de atletismo e os caminhos cruzaram-se para mais tarde termos assumido um tamanho desafio, um programa de rádio. Chamava-se “atletONews” e foi feito por mim e pelo João algures nos anos de 2008 e 2009, na Rádio Zero, rádio universitária que apoiou o erguer deste programa...Um dia destes prometo falar melhor do que foi o projeto...

Hoje quero falar do João, que pela segunda vez na sua vida percorreu os caminhos espanhóis para Santiago de Compostela a correr. Foram mais de 800 quilómetros de corrida, ao longo de 18 dias consecutivos, cheios de adrenalina para o João. Lembro-me de algures em 2008 ele me ter segredado que estava em busca de um grande objetivo pessoal, explicando que saberia a seu tempo do que se tratava. Mais tarde percebi que este maluco queria correr dos Pirinéus a Santiago de Compostela...E fê-lo, em 2011, em 30 dias, terminando no cabo de Finisterra

Agora fez o caminho em 18 dias até Santiago de Compostela, tendo ficado a faltar desta vez a ida a Finisterra. Este é um daqueles feitos que é acima de tudo um objetivo pessoal do João. Mas é também uma prova de que a superação humana depende da motivação com que se parte. E eu sei que o João quando parte para uma aventura destas mete os índices da motivação bem lá no cimo, à altura do seu desejo de finalizar - as questões físicas desta vez não permitiram tal final.

Ele tem um blog onde tem deixado toda a aventura e que sugiro que o leiam, como forma de inspiração para momentos mais difíceis. Só posso agradecer ao João o facto de ele, mais uma vez, não se ter esquecido de mim no momento de divulgar a sua vontade de voltar a fazer a sua história pessoal de superação. É muito bom senti-lo vivo...
Parabéns João, é um prazer ver a tua superação. Até um dia destes...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Diário de Moscovo (dias 10 e 11): O regresso à terra quente

Por momentos julguei até que me viessem buscar, depois de uma última crónica escrita que, confesso, estava particularmente incisiva, muito mais do que é habitual no Atleta-Digital, um portal que se dedica ao atletismo e onde as polémicas são muito mais reduzidas que noutros desportos (...) Ela baixou o preço, fez quase o pino, quase me pediu em casamento e na contra-proposta final, conseguimos então chegar a um acordo justo (…) Os prémios seriam atribuídos pelo velocista Yohan Blake, atleta jamaicano que em Moscovo integrou variadas ações de promoção da modalidade.


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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Diário de Moscovo (dia 9): O uso do azbuca pelas marcas

E ao longo dos dias encontrámos muitas marcas de empresas que operam em Portugal e no Mundo, não fossem multinacionais ou de franchising, logo elegíveis para marcarem presença na Rússia (...) Ao contrário da boa maneira portuguesa, as duas marcas nacionais que encontrámos na Rússia não fazem qualquer tradução (...) Elas vestem-se bem, usam maquilhagem em abundância, consomem produtos de moda como se não houvesse amanhã.

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sábado, 17 de agosto de 2013

Diário de Moscovo (dia 8): O hotel que serviu milhares em Moscovo 1980

 E este hotel faz parte de um complexo de hotéis que foi construído em 1979 a pensar nos Jogos Olímpicos de 1980 e que para este Mundial tinha dois hotéis oficiais reservados à imprensa (...) Para quem for colecionador, esta é uma excelente oportunidade de comprar produtos históricos e no fim-de-semana a feira enche-se de pessoas vindas de todo o lado, para lá daquelas que alojadas no Izmailovo acabam por dar um pulinho ali. (...) Estamos a falar de mulheres, bem vestidas e com idades para lá dos 30 anos, que abordam cirurgicamente homens que lhes pareçam ter capacidade económica, pois está claro (é escusado dizer que felizmente não fomos abordados!). (...) Quando não há aperitivos e só há Vodka, a técnica é cheirar o sovaco (sim é isso mesmo!), tendo a certeza que cortará o sabor do álcool, o que não duvido.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Diário de Moscovo (dia 7): As diferenças ambientais com Berlim

 Ao longo destes dias temos reparado que sim, a cidade tem muitos caixotes de lixo, mas não, não consta que existam pontos de reciclagem com frequência, por exemplo (...) Não deixámos de ir ao rio molhar os pés, num destes dias, mas notámos que o mesmo não é assim tão limpo quanto merecia ser, apesar das várias tentativas de despoluição, que permitiram que o rio fosse muito mais limpo em relação ao que já foi (...) Muitos deles em obras, este seria um sítio ideal para virem fiscais analisarem as condições de segurança.

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Diário de Moscovo (dia 6): Voluntários em formação

Em entrevista, que deverá ser publicada amanhã, ela explicava-me como ascendeu de voluntária a responsável e isso fez-me trazer não a história dela, mas a história de duas voluntárias que encontrei no autocarro durante o dia de ontem: a Nataliti e a Kristina (...) Mas então como pode um voluntário estar num grande evento internacional e não saber inglês? Isto perguntei-me eu a mim mesmo durante o tal trajeto do autocarro. (...) Basta pensar que para Sochi existiram 200 mil candidaturas para o recrutamento de voluntários, cuja única coisa que pedem em troca é boa disposição, muitas conversas e excelentes amizades. São as artérias de uma Organização…

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Diário de Moscovo (dia 5): A cidade do tráfego e das colinas

A existir um Deus da criação, terá ele pensado no número 7 para erguer colinas e pensar que estas possam ser a condição máxima para se ser uma grande cidade deste Mundo? (...) Esta cultura militar tem séculos de história, desde as invasões napoleónicas, à II Grande Guerra Mundial, com a Rússia a dar a volta por cima quase sempre (...) . E em conversa com António Simões, do jornal A Bola, julgo que percebemos claramente o objetivo que a Organização pretende com esta questão: conhecer, despender e cultivar a imagem russa pelos próximos